Eu já escrevi, há muito tempo atrás, sobre as pessoas-anjo. Mas em cada época surgem algumas e sempre vale a pena relembrar essa expressão.
Primeiramente, me desculpem se este texto sair um pouco confuso e com alguns erros, mas são duas da manhã e acabei de terminar um trabalho de rádio. Sim, saí uma hora da manhã da faculdade e estou pregada. Mas eu não poderia deixar de escrever um texto sobre algumas pessoas que foram e que estão sendo fundamentais nos semestres em que fiz as aulas de laboratórios (foto, TV e rádio).
A primeira delas é uma dama, de olhos azuis e sorriso simpático. Ela fica no laboratório de foto e sempre que precisei (e por mais que eu não faça mais essa disciplina ela ainda me ajuda!) esteve lá para me acudir ("Liiiiiii vem aquiiii fiz besteiraaaa"). Sou muito grata por todos os trabalhos que terminei com a ajuda da famosa Eliana (pros mais íntimos, Li).
A segunda pessoa é um rapaz simpático, de olhos claros (não tão claros como os da Li) e muito calmo. No começo das aulas de TV eu não imaginava que precisaria tanto dele. Ledo engano. Não só precisei, como pude perceber que ele tem tanta boa vontade que até faz com que a gente fique sem graça. Acho que eu nunca ouvi um "não", "não vai dar certo" ou "não posso" da boca dele. Johns, para os íntimos, com certeza é um dos poucos que não se estressam (tanto) com a conturbada vida na TV. Salve, Johns!
Um outro mocinho que também me surpreendeu, adivinhem, também tem olho azul! O conheci melhor este ano, mais precisamente neste segundo semestre, e foi ele quem acabou de me salvar. Ficou das 22:30 até a 1:00 na USC para terminarmos (na maior paciência) um radiojornal para quarta-feira. Se ele precisava fazer isso? Claro que não. Mas fez e ainda por cima na maior boa vontade, como poucos topariam. Leandro é o nome dele.
E eu deixei os mais figuras pro final. Toninho e Alex. Um de TV o outro de rádio. O que eles têm em comum? O bom-humor, a língua afiada e a experiência. O Alex me zoa desde que eu gravei a minha primeira entrevista por telefone (com o fotógrafo Evandro Teixeira) e depois disso nunca mais parou. Também tem uma boa vontade que não da pra descrever e hoje, da uma às três da tarde, não parou de nos ajudar e a arranjar soluções para o nosso "problema".
O Toninho eu conheço da USC mesmo, afinal...quem não conhece aquela risada? Eee Tonys (também para os íntimos). Sempre disposto a ajudar, dar uma bronquinha quando é necessário, mas com uma paciência e psicologia que nunca vi igual. "Calma....calma"foi a palavra que mais ouvimos dele. E várias outras engraçadas que não posso comentar aqui.
Fora uma certa pessoa, que não posso contar, que hoje desceu de seu posto de trabalho para nos ajudar. Com um telefonema feito por quem? Pelo Alex.
Enfim, só tenho a agradacer. Aliás, todo o meu agradecimento seria insuficiente para mostrar o quanto sou grata a eles e ao que eles fizeram por mim. Eu, com minhas ideias malucas, consegui pôr em prática nos trabalhos de foto, rádio e TV, algumas coisas que acredito e alguns valores que tenho. E eles, mesmo sem saber do que se tratava ou não concordando, ajudaram a tornar realidade.
Obrigada, de coração, a todos vocês. E que venham as férias!
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Este semestre, na faculdade, eu aprendi que:
1- Ninguém é dono da verdade;
2- É nas disciplinas de rádio e TV é que você descobre quem quer te ver bem e quem quer te ver pelas costas;
3- Olho gordo é eufemismo. O negócio mesmo é olho obeso;
4- As pessoas que você nem esperava que iriam te ajudar, te ajudam...e muito!
5- Colo de mãe e de namorado são mais que bem-vindos;
6- Amigos de verdade sempre serão amigos de verdade (e que o número se torna cada vez menor);
7- A não ficar comentando coisas por aí e acabar mordendo a língua (ou cuspindo pra cima pra cair na testa)
8- Fofoca só gera mais fofoca e que elas não são legais;
9- Às vezes o esforço não compensa...
10- Um trabalho bem feito no final compensa QUASE tudo.
2- É nas disciplinas de rádio e TV é que você descobre quem quer te ver bem e quem quer te ver pelas costas;
3- Olho gordo é eufemismo. O negócio mesmo é olho obeso;
4- As pessoas que você nem esperava que iriam te ajudar, te ajudam...e muito!
5- Colo de mãe e de namorado são mais que bem-vindos;
6- Amigos de verdade sempre serão amigos de verdade (e que o número se torna cada vez menor);
7- A não ficar comentando coisas por aí e acabar mordendo a língua (ou cuspindo pra cima pra cair na testa)
8- Fofoca só gera mais fofoca e que elas não são legais;
9- Às vezes o esforço não compensa...
10- Um trabalho bem feito no final compensa QUASE tudo.
domingo, 22 de novembro de 2009
Parabéns para mim?
Pois é...mas um ano de vida ontem, dia 21/11. Minha mãe disse que viu uma "luzinha branca" quando eu nasci. Eu já tagarelava pelos cotovelos desde criança e pasmem: eu amava meus aniversários. Porém, eu sempre me decepcionava.
Quando eu era mais nova (BEM mais nova) eu sempre ficava chateada nas minhas festinhas, seja porque eu era gordinha e sofria com meninos pestes me xingando até no dia do meu aniversário ou porque destruiam a decoração da minha festa. Enfim, aniversário só era bom quando tinha festas surpresas (mesmo que estragadas antes da hora) ou quando eu fazia questão de fazer convites especiais, para pessoas especiais e deixava aquelas que queriam ir na festa morrendo de vontade. Ruindade? Claro que era. E acho que é por isso que sofro da maldição dos aniversários.
Não é drama gente. É sério. Eu não gosto de fazer aniversário.
Às vezes, pessoas que não esperamos nos fazem surpresa, nos ligam, nos comovem. E outras, que você tinha certeza de que ligariam ou pelo menos lembrariam, nem dão sinal de vida.
Se isso é bom? Depende.
Com aqueles que não se lembraram você fica chateada, abalada e manda a merda. Mas tem aqueles que te surpreendeem e é até sacanagem você dizer que odeia comemorações em consideração a eles.
Portanto, para todos aqueles que lembraram, MUITO OBRIGADA.
Aos que não lembraram: não me encham o saco se eu, sem querer, me esquecer.
Acontece, não é?
Quando eu era mais nova (BEM mais nova) eu sempre ficava chateada nas minhas festinhas, seja porque eu era gordinha e sofria com meninos pestes me xingando até no dia do meu aniversário ou porque destruiam a decoração da minha festa. Enfim, aniversário só era bom quando tinha festas surpresas (mesmo que estragadas antes da hora) ou quando eu fazia questão de fazer convites especiais, para pessoas especiais e deixava aquelas que queriam ir na festa morrendo de vontade. Ruindade? Claro que era. E acho que é por isso que sofro da maldição dos aniversários.
Não é drama gente. É sério. Eu não gosto de fazer aniversário.
Às vezes, pessoas que não esperamos nos fazem surpresa, nos ligam, nos comovem. E outras, que você tinha certeza de que ligariam ou pelo menos lembrariam, nem dão sinal de vida.
Se isso é bom? Depende.
Com aqueles que não se lembraram você fica chateada, abalada e manda a merda. Mas tem aqueles que te surpreendeem e é até sacanagem você dizer que odeia comemorações em consideração a eles.
Portanto, para todos aqueles que lembraram, MUITO OBRIGADA.
Aos que não lembraram: não me encham o saco se eu, sem querer, me esquecer.
Acontece, não é?
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
O melhor de (500) dias com ela é...ele!

No final de semana passado consegui, finalmente, tirar um tempinho para ir ao cinema. Fomos ver (500) dias com ela que está passando na 33 mostra internacional de cinema, em São Paulo.
Eu tinha lido no jornal uma crítica sobre o filme e concordo com uma coisa: o título em português tira toda a graça do título original: (500) days of Summer, no qual Summer é a moça por quem Tom se apaixonada. Desesperadamente.
Claro que falando assim não há nada demais porque esse roteiro já é tão conhecido que muitos podem virar a cara. Mas não se enganem, queridos. O filme definitivamente não é um amor, mas apenas mais uma história de amor. Se feliz ou infeliz, isso depende de quem assiste (e eu não vou contar o final, senão é capaz de cancelarem minha conta aqui no Blogger) e da lição que você tira dele (porque filmes às vezes nos dão lições de vida, quer queiramos, quer não). Mas uma coisa é fato: o filme é um soco no estômago (eu adoro essa expressão, porque eu saí exatamente com um nó na barriga e o Kaio com os olhos vermelhos e tristes, então vou usá-la).
E discordando do jornal, que aponta a atriz Zooey Deschanel como a revelação do filme, eu aponto o ator (que eu sempre achei sem graça) Joseph Gordon-Levitt como o ponto principal da trama. Tudo bem, a personagem de Zooey é charmosa, estilosa e tem aquele ar de "eu sei que tudo vai dar certo", fora aqueles olhos azuis que parecem lentes de contato. No entanto, a cara de bobo apaixonado de Joseph, seus gestos forçadamente controlados pelas circunstâncias (Summer odeia compromisso e definitivamente não quer assumir nada com Tom) e uma tristeza que dá pra ver claramente só pelo seu olhar é de deixar qualquer um penalizado. E mais: a situação dos personagens acontece tão diariamente que não seria nada estranho cruzar com um Tom por aí um falar um oi para alguma Summer. E dói. Dói ver que a personagem é tão instável, confusa e ao mesmo tempo carente como qualquer mulher normal e que o personagem é como aqueles homens apaixonados que são capazes até de fingir que está tudo bem quando na verdade, tudo está uma merda.
O filme é dolorosamente lindo. Desde a trilha sonora, fotografia, edição até o momento em que termina. E o diretor finaliza de uma maneira suave, como a brisa da primavera (um trocadilho para quem for assistir. Depois me contem se deu pra sacar).
terça-feira, 3 de novembro de 2009
All the single ladies, all the single ladies...
Oh...Oh...!
Escrevendo depois de umas três semanas indo da faculdade para casa, da casa para a faculdade e um pouco de casa pra São Paulo (porque ninguém é de ferro!)
Juro que quando escolhi fazer jornalismo eu nem imaginava que minha vida seria tão corrida e não rotineira como anda ultimamente. Na verdade, rotina eu tenho sim: editar, gravar, editar, escrever, gravar e por aí vai.
Mas sabem o que é o mais legal? É que essa rotina não cansa, é prazerosa. E quando você vê o resultado final então...
A entrega do programa de entrevistas já foi e não sei qual será a avaliação feita pela professora. Não sei ainda como o telejornal vai sair (um dos trabalhos finais do semestre), mas sei que 5 meninas estão se dedicando muito a ele.
No final o que importa é a dedicação e o amor que estamos colocando nesses projetos e participação de muitas pessoas que nem imaginam a ajuda que elas estão dando para que o melhor seja feito.
Deixando as emoções de lado, gostaria de dizer o que aprendi com esses trabalhos aprendi que:
- Eu achava que sabia muito, mas que não sei nada!
- Amigos, amigos, televisão à parte (vendo o caso de outras pessoas)
- Dormir é artefato de luxo
- Comer às vezes dá
- A Beyoncé pode baixar em alguém a qualquer momento!
- Uma paradinha no bar para descontrair pode virar um big evento.
- Ter amigas dormindo na sua casa é demais e que eu tinha me esquecido de como era divertido.
- Ser neurótica às vezes pode trazer ótimos resultados.
Vamos parar de falação e...VAMO EDITÁ!!!!!
Este post é para todas as pessoas que estão nos apoiando nesta fase telejornalística de nossas vidas. E às meninas do grupo Nécessaire:

www.nnecessaire.blogspot.com
Escrevendo depois de umas três semanas indo da faculdade para casa, da casa para a faculdade e um pouco de casa pra São Paulo (porque ninguém é de ferro!)
Juro que quando escolhi fazer jornalismo eu nem imaginava que minha vida seria tão corrida e não rotineira como anda ultimamente. Na verdade, rotina eu tenho sim: editar, gravar, editar, escrever, gravar e por aí vai.
Mas sabem o que é o mais legal? É que essa rotina não cansa, é prazerosa. E quando você vê o resultado final então...
A entrega do programa de entrevistas já foi e não sei qual será a avaliação feita pela professora. Não sei ainda como o telejornal vai sair (um dos trabalhos finais do semestre), mas sei que 5 meninas estão se dedicando muito a ele.
No final o que importa é a dedicação e o amor que estamos colocando nesses projetos e participação de muitas pessoas que nem imaginam a ajuda que elas estão dando para que o melhor seja feito.
Deixando as emoções de lado, gostaria de dizer o que aprendi com esses trabalhos aprendi que:
- Eu achava que sabia muito, mas que não sei nada!
- Amigos, amigos, televisão à parte (vendo o caso de outras pessoas)
- Dormir é artefato de luxo
- Comer às vezes dá
- A Beyoncé pode baixar em alguém a qualquer momento!
- Uma paradinha no bar para descontrair pode virar um big evento.
- Ter amigas dormindo na sua casa é demais e que eu tinha me esquecido de como era divertido.
- Ser neurótica às vezes pode trazer ótimos resultados.
Vamos parar de falação e...VAMO EDITÁ!!!!!
Este post é para todas as pessoas que estão nos apoiando nesta fase telejornalística de nossas vidas. E às meninas do grupo Nécessaire:
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domingo, 11 de outubro de 2009
Obrigada
A todos que me apoiaram de QUALQUER maneira, agradeço de todo o meu coração.
Boas lágrimas rolaram desses dois olhos castanhos.
Boas lágrimas rolaram desses dois olhos castanhos.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Meio mortos...meio vivos
Vim acompanhar minha mãe em uma cirurgia e acho que aqui no hospital todos têm uma cara meio cinza. Parecem meio mortos, meio vivos.
Mas acho que essas coisas ruins trazem coisas boas. Sem querer dar uma de Amélie Poulain ou Pollyana, mas é verdade.
Um exemplo disso é a consideração que algumas pessoas têm por você. Claro que é mais fácil alguém sentir compaixão quando você está sendo operada ou tem uma mãe no centro cirúrgico. No entanto, algumas considerações não vêm de agora, mas de muito tempo atrás e que por alguma razão você achou que estava esquecida.
Um amigo muiiiito querido veio nos visitar no hospital. Ele, suas histórias engraçadas e seu jeito maluquete de ser. Comemos, bebemos (eu + café/ele + café com leite, sempre!), conversamos, rimos. Ele até me deu uma entrevista. Muito chique. Eu de pantufa e ele de plush.
Confesso que achei que a amizade, o sentimento e as circunstâncias tinham mudado. Há uns meses atrás tudo estava diferente. Aí resolvi me afastar, esfriar a cabeça, não fingir nada ou forçar situações. Deixei rolar. E acho que ele também.
Ele disse que amadureceu. NÓS amadurecemos. Mas nem sempre isso é fácil. Amadurecer requer alguns cuidados devido às mudanças que ocorrem, não somente no nosso corpo, mas nos nossos gostos e sentimentos.
Ele começou a namorar. Eu também. Ele se tornou mais esforçado no trabalho. Eu fiquei mais nerd na faculdade. Não sei se ele anda tão baladeiro. Eu sei que eu não. Enfim, éramos Will e Grace na versão brasileira. Eu falei éramos? Não. Somos. Porque assim que ele pegou o elevador do hospital, do quinto para o térreo, foi como se eu visse aquele menino, em 2006, descendo as escadas do prédio que eu morava em São Paulo, do primeiro para o térreo. E eu senti o mesmo: gratidão. E amor.
Mas acho que essas coisas ruins trazem coisas boas. Sem querer dar uma de Amélie Poulain ou Pollyana, mas é verdade.
Um exemplo disso é a consideração que algumas pessoas têm por você. Claro que é mais fácil alguém sentir compaixão quando você está sendo operada ou tem uma mãe no centro cirúrgico. No entanto, algumas considerações não vêm de agora, mas de muito tempo atrás e que por alguma razão você achou que estava esquecida.
Um amigo muiiiito querido veio nos visitar no hospital. Ele, suas histórias engraçadas e seu jeito maluquete de ser. Comemos, bebemos (eu + café/ele + café com leite, sempre!), conversamos, rimos. Ele até me deu uma entrevista. Muito chique. Eu de pantufa e ele de plush.
Confesso que achei que a amizade, o sentimento e as circunstâncias tinham mudado. Há uns meses atrás tudo estava diferente. Aí resolvi me afastar, esfriar a cabeça, não fingir nada ou forçar situações. Deixei rolar. E acho que ele também.
Ele disse que amadureceu. NÓS amadurecemos. Mas nem sempre isso é fácil. Amadurecer requer alguns cuidados devido às mudanças que ocorrem, não somente no nosso corpo, mas nos nossos gostos e sentimentos.
Ele começou a namorar. Eu também. Ele se tornou mais esforçado no trabalho. Eu fiquei mais nerd na faculdade. Não sei se ele anda tão baladeiro. Eu sei que eu não. Enfim, éramos Will e Grace na versão brasileira. Eu falei éramos? Não. Somos. Porque assim que ele pegou o elevador do hospital, do quinto para o térreo, foi como se eu visse aquele menino, em 2006, descendo as escadas do prédio que eu morava em São Paulo, do primeiro para o térreo. E eu senti o mesmo: gratidão. E amor.
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